Aleijadinho

Hoje, na loja da minha mãe (na qual eu sempre estou pra ajudar), veio um cliente já relativamente antigo da loja dizer que o atendimento que EU dava pra ele era uma merda.
Detalhe: ele é deficiente físico. Chega sempre na sua cadeira de rodas e nós temos (obviamente) por obrigação que sair da loja até o estacionamento em frente pra atendê-lo.
O problema é que toda vez que ele encontra minha mãe (seja onde for, nem que seja no sacolão ao lado da loja), ele fica chamando a atenção dela pra que ela o atenda.
Sendo assim, logo se nota que o cara quer mais é ter um atendimento "delivery" (heheh).
Depois ele chegou dizendo que eu não o atendia direito, que, certa vez, eu não dei atenção pra ele pq tinha uma outra moça pra ser atendida. Ele disse q dei preferência a ela pq ela era bonita e talz, e que ele era especial e badabí-badabá...
Até aí, nada de novo. Isso acontece na nossa vida sempre, não tem nada demais. A não ser pelo fato dele ter dado balinhas pra minha mãe (ó o xavequeiro... heheh), não temos novidades aí.
Mas, se você prestar atenção, vai ver que temos muitos "aleijadinhos" ao nosso redor. As pessoas as vezes utilizam-se de suas próprias deficiências pra poder tirar um pouco de vantagem de situações cotidianas.
Pode parecer exagero, mas é verdade. O cara podia (como sempre fez) parar em frente da loja pra ser atendido. Mas era muito mais cômodo deixar que a loja viesse até ele, certo?
Todos temos defeitos e qualidades, coisas nas quais nos destacamos e coisas nas quais devemos nos esforçar pra melhorar.
Não façamos, então, de nossas deficiências um pretexto para todos os problemas em nossa vida. Nossos álibis devem ser verdadeiros.
(O post acima pode parecer um exagero feito a partir de uma situação cotidiana. Mas acostume-se: não vai ser a primeira vez que você encontrará isso no meu blog... heheh)


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