segunda-feira, dezembro 26, 2005

Agarrado em nada

Parodiazinha besta de "Ciclo", do Jorge Vercilo. Só posto aqui porque expressou bem algo que eu queria dizer hoje. E porque saiu naturalmente, enquanto eu cantava a música. Foi super rápido. Não levou dez minutos. Nem sei se deveria postá-la aqui. Bom, agora que já comecei, né? Aproveitem. Tirem o sarro, juro que deixo.

Eu não seio o que me fascina
E, mesmo assim, não penso em desistir.
Eu não entendo nada da vida
E, mesmo assim, não penso em desligar.

Não quero mais acordar assim
Sem poder esperar
Algo de bom, algo bem melhor
Do que regras mil.
Ser aquilo que eu queria...

Mundo é sempre feito pra poucos,
Justiça é uma doce ilusão.
A satisfação não existe.
O amanhã é cinza ou incolor?

Não quero mais acordar assim
Sem poder esperar
Algo de bom, algo bem melhor
Do que regras mil.
Ser aquilo que eu queria...

Não quero mais esperar viver
O que já vivi
E, assim, esqucer, nunca aprender,
Não satisfazer,
Ser vazio por dentro e fora,
Saber nada de mim.

Forget about your fears tonight, listen to your heart, let's just touch the sky.

Good night. Buona notte. Buenas noches. Oyasuminasai.

sábado, dezembro 24, 2005

Christmas Eve


Véspera de Natal! Vai dizer que você nunca escolheu uma época dessa para pensar em religião, amor, família, carinho, afeto e em tudo o que todos escolhem como sendo o significado MAIOR e SUPREMO do Natal?

Vai dizer que as pessoas, ao falarem que Jesus é essencial nesta data, que a religião, a fé, a crença e a devoção a Deus, nunca te deixaram irritado, pensativo, confuso... enfim, nunca mexeram com seu ser ao dizerem tudo isso?

Vai dizer que você nunca pensou no Natal como o MAIOR SÍMBOLO da sociedade ocidental e capitalista da história?

Vai dizer que o Natal nunca te deixou triste?

Que o Ano Novo nunca fez com que você sentisse uma saudade enorme do seu passado? Que você nunca se sentiu ansioso pelo futuro nessa época do ano?

Vai dizer que você nunca ficou abalado ao ver que pouquíssima gente te deu presente de Natal esse ano? Ou que você nunca se sentiu mais velho (ou mais ignorado) ao perceber que você ganha, a cada ano que passa, menos presentes do que no ano anterior?

Vai dizer que você nunca teve vontade de desejar Boas Festas ao primeiro desconhecido que aparecesse na sua frente?

Vai dizer que o Natal é perfeito? Que o Ano Novo é maravilhosamente sublime?

Vai dizer que você nunca quis quebrar as regras de um amigo secreto? Que você nunca quis destriur tudo?

You can't tell me that you'd never been blue in this season.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Que folga!!!

Ah, não! Tudo bem que, às vezes, um pouco de descanso é bom. Mas... tédio é outra coisa!
Não ter nada para se fazer é algo ... muito ... insosso. Não é verdade?







Olhem para a figura acima. Azul.




O que vem à sua mente?






A resposta é "Nada."? Pois então. O tédio tira toda a criatividade! Você até poderia dar uma resposta diferente. Se a sua resposta não fosse essa, teríamos a prova concreta de que você NÃO está entediado (a).

Passou no teste? Não? Acredite, a maioria realmente não deve ter passado no teste.
Vou fazer umas estatísticas com relação a isto. Hehehehe

Feliz Natal a todos!!! Muitas realizações!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Corte no peito

"Só temos horário vago no dia 30 de janeiro." "Não há nada que você possa fazer por mim?" (pergunta, andando com a ajuda dos braços)





"Sinto muito."

terça-feira, dezembro 20, 2005

Ao menos...

Clarismundo e Queronice se casam e têm uma linda filhinha. O nome dela? Simone. Ao menos, o gosto deles para um nome era comum.

Seria trauma?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Natália Paz Rodrigues

Em breve comentarei várias vezes em seu flog.

Prepare yourself.

Gelo

Estou no serviço. É o post que mais tive medo de fazer. E é também o que mais demorou a ser feito. 8 dias. 8 dias em jejum.

Gelo.

Várias pessoas reclamam. "Dois passaram na minha frente." "Eu não dirijo profissionalmente." "Mande todos os pacientes para mim só até às 12h15min." O que fazer?

Medo.

Angústia.

Muita preocupação. Muita.

gelo gelo gelo


coração se foi

domingo, dezembro 11, 2005

Vozes

Vou postar agora meu sexto texto. É, eles têm um número. Todos os meus textos que eu não jogar fora terão um número. E só serão postados aqueles que eu sentir que valem a pena ser postados, quando isso vier a acontecer. Se não acontecer, não serão postados. Verdade, né? Postar aquilo que a gente não se sente a vontade postando... não, nem rola!

Espero que gostem. Foi bem rápida a elaboração desse texto, tanto que ele é bem verdadeiro. É como eu me sentia na época. Até hoje, ainda acontece isso comigo. De vez em quando, ainda me sinto assim. Mas, por incrível que pareça, esse texto me ajuda a me livrar desse sentimento.

"Vozes"

Chega!
Basta de máscaras!
Não sou a vítima da situação,
Nunca serei!

Nem por isso quero fingir que estou bem,
Não me sinto bem!
Mas quero esquecer tudo isso,
Quero alienar-me de mim mesmo
Para estar bem ainda que algo me incomode.

Dane-se!
Não me importo mais,
não posso mais me importar comigo.
Chega!
Chega de egocentrismo,
Não suporto mais sorrisos amarelos,
Deixem-me viver ou não-viver,
Pois, para mim, eu vivo.

Calem a boca!
Deixem-me não lutar
e seguir.

Observações: erros de português. Nem precisa dizer. Linguagem informalíssima! Outra: faria mais sentido se esse texto fosse publicado após meu quinto texto, que é bem melodramático, romântico, questionativo... é como se eu me perguntasse por que sinto o que sinto. A resposta vem bem nesse texto acima. Sinto o que sinto porque é assim que a vida acontece! Dane-se o porquê de tudo. Meu quinto texto é bem pouco verdadeiro, exagerado, triste até às últimas... acabo perguntando por que só sei ser sozinho. Ora, nem sozinho eu sou!

Chama-se "Com licença, posso fazer uma pergunta?". Já foi publicado no meu primeiro blog. Espero que saibam que esse é o segundo. E "Com licença..." certamente não será publicado de novo.

A propósito, eu nem ia criar post nenhum hoje. Só criei porque prometi que iria criar. E porque não posso desperdiçar minhas únicas oportunidade de criar novos posts, certo?

Hehe, abraço a todos!

sábado, dezembro 10, 2005

Lavorare

Primeira semana: segunda-feira: credo! terça e quarta: tranqüiiiiiiilo... quinta: chatoooo!!! sexta: provei que sou capaz! Feliz! Sábado: posso ir ao banheiro ou beber água? Não parei um segundo!

É incrível como todo mundo só deixa pra fazer os exames da carta de motorista aos sábados! O normal é atendermos de 20 a 30 pessoas por turno. Sábado só tem o turno da manhã. Pois bem. Atendemos 50 pessoas das 8h às 13h. Absurdo, não? Coitado do dr. Lindalvo, que atendeu sozinho os 50 pacientes. E o pior é que ele é o único que foi três vezes na semana fazer expediente lá. Todos os outros médicos só foram uma vez na semana.

Nem acredito no tanto de coisa que abri mão pra trabalhar lá. Adeus, Mahou Tsukai Tai!, única alegria infantil da minha vida!!! hehehehe

É isso, galera. Não posso dizer que é o melhor trabalho do mundo, mas tem dias que são gloriosos, e tem dias que são um inferno! Hahahaha

Amanhã postarei um texto meu de novo, tá?

domingo, dezembro 04, 2005

Só mais que nada, por isso indiferente.

Esse aqui é o décimo poema que eu não joguei fora... Dei um pequeno salto, né? Ele foi criado agorinha agorinha, dia 30 de novembro. Mas não se preocupem: não há crise existencial, não... Só estava pensando se eu me sentia pequeno ou grande. A resposta foi a seguinte.

"Só mais que nada, por isso indiferente."

Faço parte do seleto grupo das pessoas "não".
As pessoas "sim" são as chamadas "normais".
Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem.
Nascer, eu nasci. E sei que morrerei um dia.

Não cresci, no entanto.
Não sou esponja ou planária, nem ao menos estrela-do-mar.
Jamais haverá outro ser que deva sua existência a mim.
Nem mesmo uma goiabeira.

Compartilho-me com todos, e não mais espero algo em troca.
Em geral, não recebo muita coisa em troca, mesmo.
Meu egocentrismo é causa disso.
Acabava querendo demais. E ainda tenho muitas vontades.

Não sou parte de alguma coisa.
Não sou inteiro, não sou completo.
Não completo nada nem ninguém.
Só não sou de todo vazio.

Sou algo, ainda que desimportante, mas algo.
Existente, mas não essencial, inconfundível ou especial.

Não sou a coisa, coisamente; sou pó.
Sou medíocre existência que,
Se fosse nada, se fosse vazio,
Chamaria atenção por sua excentricidade.

Ai, tá bom! E daí que é triste, que é um baita cmplexo de inferioridade? O texto correu assim, fluiu assim. Vocês sabem que nem tudo o que eu disse aqui é verdade. Sempre há momentos em que eu me sinto como a mais inexperiente das criaturas. Não é pra menos, né? Só exagerei um pouco, pensei no máximo de tristeza que isso poderia causar.
Mas eu não poderia estar mais feliz, ainda mais num dia com tantos bom acontecimentos como hoje. Não é verdade?

sábado, dezembro 03, 2005

Shiawase

Ai, fiquei tão feliz de ter ido no boliche hoje...! É praticamente o último dia que vou sair antes das férias. Aliás, estando empregado como estou (que felicidade!!! XDD), não vai fazer muita diferença. Não vou poder sair de dia de semana, mesmo...

E o Videokê foi ótimo, Natália e Alexandre! hahah ("I'm a bitch, I'm a lover, I'm a child, I'm a mother...." nossa, essa música é bem chicletona!!! hahahhaha)

Aliás, eu tava pensando: no evento que eu for em janeiro, só vou poder ir no domingo, ói que chato!
E não vou mais encontrar minha sorella japinha...nem ninguém que eu via sempre lá na loja da minha mãe, que triste!!!

Mas a felicidade está batendo na minha porta, tenho que valorizar tudo isso... e torcer pra que tudo se acerte, de um jeito ou de outro...

Recriar a verdade

Inspiração retirada do primeiro poema. Esse, obviamente, é o segundo, feito lá mais pra frente... dia 10 de junho de 2005.

"Recriar a verdade"

Por um momento eu desisti,
Nada condizia com minha alma
E meus pensamentos, mesclados,
Confundiam-me, atordoavam
(Hoje quase me sufocam).

Por um momento, guardei tudo para mim.
Tranquei-me e escondi a chave.
Ninguém saberia,
Ninguém saberá.

Por um momento eu quis isolar-me,
Desaparecer, parar o mundo,
Mudar o pensamento alheio para me encaixar.
Desisti,
Pois pensei que não fosse capaz.

Liberto aos poucos minhas palavras.
Conto, rio, desvio, finjo que era mentira...
Mas, se um dia eu fosse ainda mais,

Sei que somente me machucaria
... o verdadeiro!

Não se preocupem, meus próximos poemas não seguirão esta linha... heheheh

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Criar a verdade

Até hoje, nunca tive coragem de fazer uma modificaçãozinha a mais se quer nesse texto. Pra mim, tá bom demais, deixa ele assim mesmo. Foi criado em 2003, lá pelo meio do ano.
Vejam se vocês gostam! Abração!

"Criar a verdade"

Por um momento, eu tive a impressão
De que as emoções eram desnecessárias.
(completamente!)

Por um momento, eram somente palavras,
Vocábulos, emaranhado de letras,
Mesmo que não condissessem com o que sou.

Por um momento - só por um momento -
Tudo era possível. Mágico!
Simples como uma nuvem,
Leve como o vento,
Fácil assim.

Por um momento, eu quis
(E pude)
Fazer tudo o que viesse à mente.
Desisti,
Pois sei que eu não sou assim.
Mas, se um dia eu fosse tudo isso...

...sei que somente reproduziria
o falso!

Dê a sua opinião! Comente! (nossa, que frase publicitária! hahahahah)