domingo, janeiro 01, 2006

There's no reason to be blue

"Não há motivos pra ser triste". Quem nunca ouviu isso na vida? E quem já ouviu isso quando estava chorando por algum motivo?

O fato é que hoje eu cheguei a chorar. Eu pensava que adorava o Réveillon, que ano novo era mesmo sinônimo de vida nova, que tudo era lindo e azul. Pois é, hoje foi mais azul do que qualquer outra coisa.

Aliás, meu fim de ano foi bem mixuruca, exceto pelos presentes. É, de fato, não tenho muito do que reclamar, mas até parece que minha família enjoou de fazer amigo secreto. Apesar de que, se eu for pensar bem, passar o Natal com um dos primos internados não é muito agradável. Aliás, é extremamente triste.
Mas algo me diz fortemente que, mesmo se o Rodrigo* estivesse melhor do que qualquer um da nossa família, tudo seria exatamente igual, da mesma maneira como foi... Como se ninguém estivesse muito feliz.

E isso é fato. Não vi ninguém me dizer que 2005 foi bom. Só minha prima Priscila, que disse que até que saiu com um saldo positivo... hehehe

De resto...

Como eu dizia, chorei. Chorei por dezenove anos de minha vida que se passaram de um jeito que eu não queria. Foram muito mais vazios do que eu esperava. Vejo todos conversando sobre coisas que faziam na infância, na adolescência... não tenho muita coisa para contar, não. Tudo foi muito regrado em minha vida. Poucas alegrias, poucas tristezas, poucos ferimentos, poucas (aliás, pouquíssimas) aventuras... Não é exatamente o que se pode chamar de triste. Minha vida tem sido muito boa. Mas queria ter tido um amor correspondido.
Isso faz falta.

(Nossa, acho que abri demais meu coração... não tive a intenção de dizer isso...hehehe)

Mas meu emprego também me deixa muito triste. Porque nele eu vejo que sou muito maior do que imaginava, que sei de muito mais coisas, que tenho talentos, que não sou tão vazio assim.

E justamente na seção de minha vida que me vejo menos vazio sinto que dei ainda menos de mim. Sinto que sou um desperdício. Que sei de muitas coisas que nem eu mesmo imaginava que sabia, mas que nada disso é aproveitado para algo mais construtivo.

Tudo bem, sou jovem e, na verdade, o que sei é praticamente nada. Mas o tudo a que me refiro é gigante. Um "quase nada" desse tudo já é muita coisa.

E aí? Tudo bem, estou contradizendo meu post anterior. Eu deveria olhar para essa situação procurando extrair dela o melhor possível. Mas... já extraí o melhor dela. E sobrou muita coisa ainda.

Será que o melhor remédio para a tristeza é a rotina? Não, não é. Mas a rotina acaba ocupando nossa mente com outras coisas. E passa. Funciona como um relógio para mim.

Espero que não tenha levado minha tristeza para ninguém. Espero também que entendam que, agora, nesse exato momento, minha tristeza se foi. Virou tédio. Acho que vou fazer alguma coisa, licença.

Beijos!

* o Rodrigo voltou ontem. Está muito bem, graças a Deus. O nosso Ano Novo foi comovente. Graças a isso! Bênçãos!

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Liebling, glauben Sie nicht an mich, aber ich glaubte gerade wie dieses das hollidays.
Möglicherweise ist es, weil wir müde sind, und normalerweise sind wir auf Ferien und stillgestanden, da scheint es besser.
Ich kenne nicht... rs..., Aber ich weiß dieses, Ihr Leben das immer für jemand bedeutet wird, selbst wenn Sie anders denken!

Küssen
Natália

11:12 PM  

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