sexta-feira, outubro 27, 2006

Assim

Isolo-me dos demais inconscientemente.
Aguardo pelo inesperado momento
Em que tudo se transforma

Assim.


Inesperadamente
Tudo muda num único momento.
No momento em que damos o primeiro passo
Sentimos a mudança do universo, que nos auxilia a seguir

Assim.


Repentinamente,
Por vontade própria, espontânea,
Praticamos uma ação à qual não estamos acostumados.
E nesse instante, nada pode ser previsto.
Mas tudo pode mudar


Assim.


E quando tudo muda,
Nossas referências de vida são postas à prova;
Certamente aprenderemos a ser diferentes,
A termos a mente aberta, a sermos amplos.
E, ainda que nos recusemos a continuar,
Jogados somos ao futuro

Assim.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Mata Ashita


"Mata Ashita"
(MASAMI)

Me wo tojitara nani ga miete kuru?
Yasashii anata no egao
Mimi sumaseba nani ga kikoeru no?
Yume miteta sasayaki ga
Nee itsuka kanaeta koi hitotsu
Yuuyami ni potsurito negaiboshi
Utsumuitara namida koboresou
Kakedasu no mata ashita

Hoozue tsukinagara kuchizusamu
Setsunaku amai MERODII
Araigami wo sotto yurasu no wa
Itazura na yoru no kaze
Kyou sukoshi hanashi ga dekimashita
Choppiri tokimeita kibun desu
Sotto DAIYARII tojite yume wo miru
Hohoende mata ashita

Nee itsuka kanaeta koi hitotsu
Yozora ni matataku negaiboshi
Tsukiakari ni ukabu FOOTOGURAFU
Oyasuminasai anata
Me wo tojite mata ashita

A tradução vem já...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Costume

Uma das coisas mais imprescindíveis para nós é o costume.

Nos acostumamos com as piores e com as melhores situações possíveis: nos acostumamos a ter o que temos, a não ter mais aquilo que perdemos, a seguir uma rotina, a quebrá-la sempre que possível, a não seguir rotina nenhuma, a ter dias bons e dias ruins, a ganhar e a dar presentes, a conversar com pessoas que gostamos, a ignorar aqueles de quem não gostamos... acostumamo-nos a tudo. Ou a praticamente tudo que dura um tempo suficiente para que possamos adquirir um costume.

Além disso, também nos acostumamos com um ciclo de 24 horas que, cada vez mais, parece passar mais depressa.

Tudo é uma questão de costume e, se não houvesse essa aquisição diária de novos costumes, tudo seria um grande esforço. Nenhuma de nossas falhas seriam aceitas da maneira que são. Se é fácil aceitar certo tipo de falhas, estas não seriam tão facilmente aceitas. Se é difícil, seria ainda mais.

O costume, apesar de parecer a muitos algo muito ruim, que tende ao conformismo e ao fato de não incentivar a motivação para mudar situações incômodas, tem também um lado muito positivo. Ele alivia a dor de viver sem novidades.

sábado, outubro 07, 2006

Queria muito que tudo fosse diferente!

Não sei por quê, mas agora fiquei muito desolado. De verdade.
Eu queria ser alguém que fosse mais normal, sabe... alguém que saísse do casulo de vez em quando, e que fosse realmente sociável. Sociável o bastante para não ser tão sozinho.

Muitos, muitos de meus posts falam da solidão. Em alguns, eu não ligava pra ela; em outros, ela era a pior coisa que eu poderia desejar. É por isso.

A solidão é algo que não pode ser visto de um ponto de vista apenas. A maioria das pessoas gosta de morar sozinho por ter grande independência e poder tomar conta do seu nariz, fazer tudo o que quiser na hora em que quiser. Mas ninguém (ou pouca gente) acha 100% bom morar sozinho. A maioria gosta de ter companhia na maior parte do tempo.

Eu não.

A maior parte do tempo eu passo sozinho, lamentando por estar sozinho e por não ter como estar acompanhado de qualquer outro ser vivo.

Isso é simplesmente a coisa da qual eu mais quero me livrar no momento. Eu quero ser alguém normal (nesse sentido de não ser tão sozinho). Isso é o normal. Ou melhor, é o mais comum.

Então, é isso aí. Eu queria ser mais comum. Vê se é possível.

É. Mas é difícil.

Tenho a leve impressão de que algo no meu destino traz a solidão. É como se fosse um karma, uma tatuagem, um nome, um registro em carteira de trabalho ou em carta de motorista. É algo do qual eu não me livrarei com facilidade.

Mas eu tenho fé. Fé num futuro diferente. E sem esforço no caminho. Apenas lágrimas.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Satisfação

Algo que eu simplesmente não consigo encontrar atualmente.

Aqui vai uma música. Muito a ver.

"Satisfação"
(Lulu Santos)


Sei que não mereço
Todo o teu apreço.
Sou irresponsável,
Me chame assim mesmo.

Sei que é bem verdade
Tudo de me acusares.
Já que estou em tuas mãos,
Faz como entenderes.

As canções mais tolas,
Tendo seus defeitos,
Sabem diagnosticar
O que vai no peito.

Pego o telefone,
Ligo a televisão,
Abro a geladeira,
Mas não tem satisfação.

E eu não vou me dar
Ao luxo de te perder.
Eu me recuso a admitir
Que amar é sofrer!

Por favor, comentem!!! hehehe

quinta-feira, outubro 05, 2006

Tasteless

Nunca, nunca provei nada tão sem sabor como esta rotina que estou vivendo. Tudo vive sem qualquer tipo de temperos, apesar de não ser tão ruim como eu poderia imaginar.
Claro, aquilo que não tem gosto não é detestável. Mas, sem sombra de dúvida, é muito pior do que sentir, de verdade, sem qualquer tipo de medo, todo tipo de sabores que a vida pode trazer.