sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Tem mais alguém no mundo?

Quando a gente sente que não é capaz de fazer alguma coisa direito... quando a gente, de repente, se toca do quanto fomos ridículos durante toda a vida... pior! Pior ainda! Quando a gente diz tudo o que sente pra pessoa errada... pra pior pessoa que poderíamos ter escolhido...

Alguém já sentiu esse momento?

Sabe qual é a pior pessoa para a qual desabafar nesses momentos? Para as prepotentes, aquelas que SABEM que tem muitas qualidades, mas que, na verdade, não enxergam o que faz delas humanas, o que as iguala a qualquer um de nós, o que dá-lhes o mesmo valor que cada um de nós merece ter: seus defeitos.

Nossas falhas, aquilo que nos faz sermos especiais.

TEMOS VALOR porque TEMOS DEFEITOS. Tolos daqueles que não revelam os próprios defeitos a ninguém porque pensam que é neles que moram seus pecados. Nossos pecados surgem de nossas AÇÕES, de nossos momentos mais fugazes, de todas as vezes em que nos deixamos levar pelo momento e não pensamos pela segunda vez.

Aceitar o próximo não é absolutamente necessário. Respeitá-lo, sim.
Aceitamos, da maneira que são, as pessoas que sentimos que merecem toda nossa compreensão e todo nosso afeto. Muitos deles são nossos amigos mais profundos.

Nossos rivais? Não é preciso aceitá-los, vencê-los, nada disso... É preciso SOMENTE aprender com eles, para extrairmos, de todas as vezes que nos encontramos com eles, o melhor possível, a mais sublime lição.

Será possível que tudo o que estou dizendo é bobagem? Será que ninguém concorda comigo?

Será mesmo que o mundo todo pensa que devemos mentir para nós mesmos e para os outros? Dizer (mesmo que seja uma deslavada mentira) que nos sentimos sempre bem, que não reconhecemos nossos próprios defeitos por ser muito difícil encontrá-los? Assumir, ou melhor, proto-assumir que sentimos que somos as melhores pessoas do mundo? Afinal de contas, OBVIAMENTE, neste mundo há pessoas melhores e piores que as outras.

Que ridículo! Sou ridículo de escrever tudo isso aqui para quem quiser ler. Mas quem nunca foi ridículo neste mundo?

Sou um eterno ridículo e me orgulho muito disso.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Eu acho que isso entra bem em:
"Sou livre para falar o que eu
quiser mas tenho maturidade
para respeitar os outroe e viver
em sociedade"
Beijos

8:16 AM  

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