Ao vivo --- Não me deixe só
Descobri o que acontece com esses meus textos... descobri por que eu os escrevo e quase não mexo mais neles: do jeito que eles saem, eles ficam.
É como numa transmissão de um programa de TV ao vivo: não há o tempo para editar o material que se consegue. No meu caso, é quase a mesma coisa. Meus textos, quando os "edito", perdem quase que totalmente a idéia principal, o espírito, a urgência, a presença... eu os modifico na alma, no que há de mais profundo neles. É um erro, um erro relevante.
Amanhã ou depois, postarei mais um texto que escrevi ontem. Acho que ficou um tanto esquisito, mas foi a forma que encontrei de escrever menos no "ao vivo", mais no "editado".
Certamente é o que já escrevi de menor impacto, mas ... talvez tenha sido o mais pensado, o mais trabalhado. Inevitavelmente, grande parte dele foi imediata.
Bom, hoje vou postar uma letra de uma música que ficou na minha cabeça o dia inteirinho.
"Não Me Deixe Só"
(Vanessa da Mata)
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem, mas...
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só


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